16 de outubro de 2017

MocaTalksAbout | Incêndios Florestais

Crédito foto: Hélio Madeiras, Bombeiros Voluntários Vieira de Leiria


Portugal é um país de terra queimada e é com tristeza que o reconheço. Infelizmente, todos os anos a história repete-se. Centenas de incêndios, estradas cortadas, hectares e hectares queimados, e este não é excepção. De certa forma, este ano até está a ser pior que todos os outros! 

Ontem foi o dia com mais incêndios de todo o ano, com todos os distritos em alerta vermelho, bombeiros e meios que não chegam para acudir a todas as necessidades, populações em sobressalto, pessoas que infelizmente perderam a vida... E estamos em outubro!

Okay, eu sei que as temperaturas excessivamente altas para a época se devem ao aquecimento global e que a falta de chuva está a piorar a situação, mas sinceramente eu acho que parte desta situação podia ser evitada. Pelo menos a parte que está nas mãos do governo.

Primeiro, é preciso que se coloquem de lado os interesses económicos associados a este tipo de tragédia, porque a madeira pode ficar mais barata, mas as vidas e os bens que se perdem têm valor inestimável.
Segundo, penso que "fogo posto" deveria ser considerado terrorismo, pode não vir do Estado Islâmico, mas é um atentado contra todos nós e consequentemente a pena a cumprir deveria ser mais severa. E já agora, a defesa que pare de argumentar problemas mentais, porque eu duvido que (quase) todos sejam mesmo malucos.
Terceiro, penso que também o valor das multas aplicadas a quem não limpa os terrenos que lhe pertencem é demasiado baixo, em comparação com o valor das consequências; portanto podem sempre aumentar o valor das multas ou aplicar sanções ainda mais severas, porque primeiro acham que não é preciso limpar os terrenos e depois queixam-se que têm o fogo à porta de casa. 
Quarto, temos tantos desempregados e tantos reclusos, será que não podem também eles colaborar na limpeza e conservação das matas e florestas, nem que seja só das nacionais, que pertencem ao Estado, ou seja, a todos nós e das quais todos temos de cuidar. 
Quinto, na altura da reflorestação é necessário pensar na árvore que se vai plantar. Eucalipto cresce mais depressa, é verdade, mas também esgota mais o solo. Já o pinheiro demora mais tempo a crescer e é menos agressivo para o solo. E estes são só dois exemplos, temos ainda os carvalhos, os sobreiros, as oliveiras, etc.

Esta é a parte em que digo que, felizmente, este ano, não fui afectada directamente pelos incêndios, não vi a minha casa em perigo, nem as chamas de perto. Mas isso não quer dizer que não fique preocupada quando vejo outros a passar por isto. Ontem o Pinhal de Leiria começou a arder, algo que não acontecia desde 1916 e que eu nunca pensei ver. São quilómetros e quilómetros de uma zona rica em fauna e flora e que sempre me transmitiu uma sensação de tranquilidade face à proximidade ao mar e que agora está destruída. Faz parte da minha cidade, do meu distrito e por isso eu não consigo ficar descansada.

Portugal é um país belíssimo, um entre dezenas que constituem a Europa, e de certa forma, todos os anos, é aquele que me parece ser mais devastado pelos incêndios. Está nas nossas mãos perceber e corrigir aquilo que nos torna um alvo tão fácil para este tipo de calamidade, e impedir que passemos de um país bonito e verdejante para um deserto árido. 
-----
Estas são algumas das coisas que eu senti necessidade de deixar registadas por escrito, porque não me conformo em ver o meu país a arder. Espero não ter ofendido ninguém e que percebam que esta é apenas a opinião de uma cidadã preocupada e que está a escrever às 2:00 da manhã. Agora, gostava de saber qual é a vossa opinião? Concordam comigo ou discordam? Parcial ou completamente?
Beijinhos e até à próxima.

11 de outubro de 2017

MocaReviews | Para Sempre, Talvez (Livro & Filme)


Hoje trago-vos um daqueles romances que nos fazem acreditar em amores de infância - Para Sempre, Talvez (Where Rainbows End), escrito por Cecelia Ahern e adaptado para o cinema com o nome Deixa o Amor Entrar (Love, Rosie). Em Portugal, foi publicado em 2005 pela Editorial Presença.

SINOPSE: Alex e Rosie atravessaram a infância e a adolescência juntos, sempre presentes na vida um do outro como melhores amigos. Mas, quando chega o momento de começarem a descobrir as alegrias das noites na cidade e das primeiras aventuras amorosas, o destino resolve pregar-lhes uma partida ao colocar entre os dois a vastidão do oceano Atlântico quebrando, assim, a evolução natural e espontânea de uma relação de amizade para algo mais profundo. A família de Alex muda-se da Irlanda para Boston, e ele parte também, para sempre. Rosie não consegue imaginar a vida sem o companheiro de todas as horas e decide ir igualmente para os Estados Unidos. Só que, uma vez mais, o destino, com o seu fino sentido de ironia, intervém na vida dos dois jovens, obrigando Rosie a permanecer na Irlanda. Mas poderão o tempo, a distância e o próprio destino ser mais fortes que um grande amor?

Este é dos meus excertos favoritos!


OPINIÃO: De forma a ter uma opinião mais completa quanto à história e à sua adaptação cinematográfica, primeiro li o livro e só depois vi o filme. E bem... confirma-se o livro é melhor do que o filme! O que não quer dizer que eu não tenha gostado do filme, porque gostei! Aliás, eu estava muito cansada quando o vi e consegui não adormecer, o que é bastante positivo.
Isto está relacionado com algo que também me aconteceu com outro livro (e depois o filme) da autora, o P.S. I Love You, e tem haver com o facto da adaptação cinematográfica contar com ligeiras diferenças e pormenores, que me incomodaram por preferir a forma como foram descritas no livro ou por não estarem sequer presentes no filme e serem importantes para a história.
À excepção destes coisas, a que só eu ligo e das quais já devia de estar à espera, eu gostei bastante do filme, ou não fosse eu fã do trabalho da Lily Collins e do Sam Claflin, e acredito que se não tivesse lido o livro teria gostado ainda mais, pois os atores fizeram um excelente trabalho e a banda sonora é fantástica.
Resumindo, o livro é fantástico, romântico, divertido e vai envolver-vos de uma forma incrível; o filme é tudo isto e mais, por exemplo eu chorei a ver o filme e não a ler o livro, mas caso façam o que eu fiz, fiquem mesmo a contar ficar um pouco desapontadas com alguns pormenores.

Espero que tenham gostado. Já leram o livro ou viram o filme? E outros livros da autora, já leram?
Beijinhos e até à próxima.

4 de outubro de 2017

FavoritosdaMoca | Setembro 2017 (Taylor Swift, Guardians of the Galaxy Vol.2, ...)



Olá! Hoje trago-vos os meus favoritos do mês de setembro, que incluem também coisas de julho e de agosto, como livros, produtos de cabelo e música.

Quero desde já pedir desculpa pelo ligeiro desfoque do vídeo (e da thumbnail) mas eu pedi ajuda ao meu irmão para focar a imagem e aparentemente ele não percebe a diferença entre a nitidez da minha cara e a da cama atrás de mim. Normalmente, eu não publicaria o vídeo assim, mas realmente não o consegui regravar, portanto espero que não seja algo que vos incomode muito.


Espero que tenham gostado. Quais foram os vossos favoritos do mês de setembro? 
Beijinhos e até à próxima.

29 de setembro de 2017

MocaTalksAbout... The People vs OJ Simpson

Imagem retirada do Pinterest

Quem já viu a primeira temporada de American Crime Story? Eu vi e tenho algumas coisas a dizer sobre tudo o que se passou. 

Em primeiro lugar, se alguém não sabe do que estou a falar, esta é uma série que tem como objectivo abordar os crimes mais mediáticos dos EUA e nesta primeira temporada foi abordado o julgamento do OJ Simpson, conhecido jogador de futebol americano, que, em 1995, foi acusado do homicídio de Nicole Brown, sua ex-mulher e de Ron Goldman.

Em segundo lugar, quero dizer que estão de parabéns pelo elenco escolhido, pelo texto bem escrito e pela forma como combinaram imagens reais relativas ao período do julgamento com as gravações, o que deu um sentido de veracidade maior a tudo o que é abordado. A sério, os atores foram tão bem escolhidos que houve momentos em que me esqueci que eram atores e não pessoas da vida real, entendem?

Em terceiro lugar, quero dar a minha opinião sobre algumas coisas que me chamaram a atenção, como a forma como a Marcia Clark foi tratada, a forma como a equipa da defesa atuou e o júri. Ah, antes que me esqueça achei super interessante que tenha havido um episódio que nos deu o ponto de vista do júri e do que eles estavam a passar e que tivesse existido um mais focado na Marcia.

Imagem retirada do Pinterest



Imagem retirada do Pinterest
Agora sim, a minha opinião. Eu acho que o julgamento parecia um circo e que ele foi ilibado por ser famoso e por ser um negro numa altura extremamente racista. Não por ter ficado provado que não os matou. O caso que devia ser de duplo homicídio acabou por se tornar um caso racial. A cena do crime até pode ter sido adulterada e o detetive podia ser corrupto e racista mas contra factos não há argumentos. Como é que o sangue do OJ poderia ter sido plantado nas cenas do crime, nas luvas e no Bronco? Como é que eles não viram que as luas serviam? Como é que um júri maioritariamente feminino pode declarar inocente um homem que foi várias vezes denunciado por violência doméstica? Como é que nem a defesa nem a própria polícia procuraram outros culpados? Estes foram erros enormes cometidos naquele que foi considerado o julgamento do século. Isto sem mencionar que o OJ é extremamente manipulador, egocêntrico e narcisista.

Imagem retirada do Pinterest


Eu compreendo que na altura as pessoas, em especial os negros, estavam furiosos contra a brutalidade e o racismo da polícia, mas isso não significa colocar de lado o senso comum. Mark Fuhrman é um racista sem coração e a defesa teve sorte por ter sido ele a encontrar as luvas e por ter cometido certos erros, mas até quem o odeia não pode ignorar a quantidade de provas. A Marcia tinha um quadro explicativo com todas as provas chave, com todo o conteúdo que realmente interessava para o caso, porque os elementos do júri não se conseguiam concentrar nas provas em vez da teoria da conspiração. E mesmo assim, depois de meses de testemunhos e de apresentação de provas, eles deliberaram o veredito em quatro horas, incluindo a pausa para almoço!!!

Eu acho simplesmente incrível a forma como tudo se processou, mas acho que foi o sistema judicial americano, a falta de senso comum e a incapacidade das pessoas para separarem o crime da pessoa que resultou nisto.

Espero que tenham gostado e eu recomendo a série a qualquer pessoa, de tão boa que está. Mas, quando a terminei pus-me a pensar como é que seria se, nos dias de hoje, um caso semelhante acontecesse e o protagonista fosse o Cristiano Ronaldo. Acham que ele seria ilibado ou culpado?
Beijinhos e até à próxima.

22 de setembro de 2017

MocaReviews | A Seleção



Olá! Hoje trago-vos a review do livro A Seleção, que dá o nome à primeira coleção da Kiera Cass. Este é um livro que estava na minha wishlist à bastante tempo, principalmente porque achava a capa bonita e que finalmente trouxe para casa quando o vi em promoção no Continente. Em Portugal, foi publicado em 2014 pela Marcador Editora, do grupo Editorial Presença.

SINOPSE: Para trinta e cinco raparigas, a Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.
Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com um futuro que nunca imaginou.


OPINIÃO: Eu sou uma fã assumida de The Bachelor e portanto um reality show deste formato em forma de livro, que envolve realeza, tinha tudo para me conquistar, e conseguiu! As personagens têm personalidades fortes e dimensões que vão além da página e eu estou seriamente a torcer pelo Maxon, na corrida pelo coração da America (algo que pode ou não mudar com os próximos livros). Claro que há personagens que quero conhecer melhor e outras que já odeio mas isso é algo que apenas vou conseguir resolver lendo o resto da saga, algures num futuro distante...

Espero que tenham gostado. Já leram o livro? O que acham de livros do género?
Beijinhos e até à próxima.